A negociação, os Movimentos do Patrão, os Sinais da Força da Categoria, e a disputa Sindical (fup x FNP)

Caros, a MOBILIZAÇÃO NACIONAL FOI E VAI SE DESENVOLVENDO MUITO BEM!

Os movimentos do patrão, nessa negociação, mudaram espetacularmente!!!

  • 1ª Proposta – O patrão apresentou a 1ª proposta rebaixada – Tomou calor da categoria;
  • Vendo os ânimos e a Mobilização Nacional da Categoria, tentou dar uma chave de galão na fup, coisa normal, mas, depois, como ficou sem o caminho tradicional para “resolver” as coisas, teve que tentar dar a chave de galão na FNP, não funcionou;
  • 2ª Reunião (sondagem das possibilidades e refugo) – Depois, mesmo alertado pela fup que a coisa não estava sob controle, fez a 2ª reunião para sondar o que os Sindicatos e Federações achavam razoável, aquela coisa de construir uma proposta rebaixada com o apoio e obra das direções sindicais. Não deu certo porque nossos diretores sindicais sabem (e muitos trabalharam para isso), que os trabalhadores estão mobilizados por estarem conscientes de seus direitos, independentemente de Federação ou Sindicato;
  • SurBônus, uma saída para uma PLR rebaixada – A fup, nessa reunião, já havia começado a propagar o bordão do SurBônus, uma saída para negociar uma PLR rebaixada, mas com um “símbolo de justiça” com a retirada dos privilégios dos gerentes. No entanto, pelo cenário, não seria possível à fup fechar a negociação, ali, isto é, sem realizar o movimento, para baixar a temperatura do pessoal, pela conquista de um novo “avanço”, mesmo que pequeno, e que houvesse a “grande vitória” contra a gerentada!
  • 3ª Reunião/ 2ª Proposta – Com a apresentação da 2ª proposta, em um 3º tempo, presenciamos dois atos:
  1. O primeiro, foi o retardo da negociação, de fato, jogando com a ansiedade da categoria;
  2. E o segundo, a antecipação do famoso informe do RH, com os dizeres “última proposta”.

Ambas as ações, já demonstravam as dificuldades do Patrão, pois este teve que, já no início das conversações, elevar o tom da negociação, sem o gradualismo com que fazia o balé com a fup nas negociações passadas.

  • ANPR – Logo em seguida, mais uma ação para dividir a categoria, mas passar por bonzinhos e coerentes tecnicamente com as necessidades de ajustes nas políticas de Rh da companhia. Atropelaram a fup, nem falaram com a fnp, e tentaram quebrar a coesão da categoria semeando ciúme contra os nossos queridos e valorosos colegas de início de carreira. Foram contra tudo e contra todos para dividir, mas perderam, não conseguiram dividir, ao contrário, a categoria ficou mais coesa, e as mobilizações cresceram;

QUADRO INIGUALÁVEL DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL, INDEPENDENTE DE FEDERAÇÃO (27 e 28/07/2011)

Por todo o Brasil, a categoria demonstrou seu descontentamento e permanece mobilizada. Faz muito tempo que isso não ocorre! Nesses últimos 9 . . . 10 anos, nunca, a categoria demonstrou sua força como demonstra agora. Nem quando conquistou a melhoria do regime especial de campo (símbolo para o pessoal embarcado), e nem quando conquistou os 30%, a isonomia (símbolo para o pessoal de terra).

PORTANTO, SE ESTAMOS COM UMA MOBILIZAÇÃO MAIS INTENSA DO QUE QUANDO CONQUISTAMOS QUESTÕES TÃO IMPORTANTES, AGORA PODEMOS CONQUISTAR MUITO MAIS!

  • Disputa Eleitoral Sindical (fup x FNP) – No entanto, por incrível que pareça, nesse quadro inigualável de Mobilização Nacional, alguma oposição sindical no Sindicato de São José dos Campos conseguiu mobilizar ou criar um conflito dentro da categoria que proporcionou a aceitação da 2ª proposta, aquela rebaixada, e que todos os Sindicatos e Federações (fup e FNP), e a enorme maioria dos trabalhadores, a rejeitaram e a repudiaram.
    1. Tem limite? – Caros, disputa eleitoral sindical ou conflitos quaisquer entre os trabalhadores, tem limite. O limite é o interesse da categoria. Esse aparente “ganho” da oposição sindical, da promoção do perde perde, dentro de uma base da FNP, tem muitos objetivos, mas o que o mesmo poderia causar, se não fosse o esclarecimento político dos petroleiros, seria jogar no lixo, a Mobilização Nacional, a expressão da Força do trabalhador, conquistada independentemente dos Diretores de cada Federação Sindical, seja FUP ou FNP;
    2. Nó na cabeça do trabalhador – Pelo que se vê no debate, um raciocínio de revolta (http://sindipetrolp.tempsite.ws/site/?p=9034&cpage=1#comment-1972) foi muito bem trabalhado para dividir toda a categoria e prejudicar o pessoal de SJC. Opinamos sobre o mesmo em (http://sindipetrolp.tempsite.ws/site/?p=9034&cpage=1#comment-1973).
    3. Mobilização pela Base – O calor que a fup tem tomado da categoria e o fortalecimento da FNP pela consolidação das oposições, têm se mostrado sadio para o movimento sindical, pois vêm possibilitando que, até os Diretores Sindicais atrelados ao governo e o Gerente de RH da Companhia, tenham que, ou possam voltar a desempenhar um pouco de suas verdadeiras funções, os primeiros, funções sindicais, e o segundo, gestão de pessoas, mas, tudo, devido à mobilização dos trabalhadores, pela base, e da necessidade dos políticos de se manterem no poder e, ao menos, “reduzir” a margem de manobra dos trabalhadores;
    4. A contra-informação do Patrão – Na quarta-feira, 27/07/2011, no final do dia, o Patrão soltou o informe de que o primeiro sindicato já havia assinado a proposta rebaixada e que só restaria aos demais fazerem o mesmo, que se um já assinou, não tem mais o que mudar.  Ainda, tenhamos claro que os indicados políticos e aqueles que se beneficiam com a PLR achatada dos trabalhadores, já foram acionados para propagar essa fala contra a categoria: na internet, no e-mail, na entrada, no elevador, no ônibus, nas reuniões, na fila do exame periódico, no aeroporto, em todos os espaços públicos, e, especialmente, contra aqueles trabalhadores que estão mais apertados do dinheiro.

Isto é para dar a impressão que todo mundo está pensando que não tem mais jeito e que ninguém quer mais lutar por uma PLR Justa.

  1. Falas opressoras e de manipulação – Utilizarão todas as falas que contenham as seguintes estratégias de manipulação:
      1.  “está tudo decidido” – se já está tudo decidido não tem o que fazer, não tem mais porque lutar;
      2.  “quem é você para querer fazer ou ser diferente” – como criam o clima de que a maioria já não quer a PLR Justa, se alguém vai em uma direção, todo mundo deve ir. Explora um possível sentimento de inadequação das pessoas;
      3.  “e a da inveja, do otário que vai receber a mesma coisa depois” – explora o sentimento de aparente perda ou de não ter angariado vantagem – “podia” ganhar agora, mas deixou para depois.

2- ASSINATURA DE UM OU MAIS SINDICATOS NÃO INVIABILIZA NOVOS GANHOS!                                                                ISSO É FATO E JÁ OCORREU!

A assinatura do SJC, não inviabiliza novos ganhos na PLR. Já tivemos situação semelhante e, PIOR: a fup havia indicado aceitação da proposta, 3 sindicatos haviam assinado o acordo, e um deles já estava em vias de receber, e a categoria, MESMO ASSIM, E PELA BASE, negou a proposta rebaixada e se mobilizou para avançar.

A companhia recorreu ao Governo (o Dest), que teve que dar o braço a torcer e por a empresa a retificar seu balanço, aumentando o montante provisionado, e apresentar nova proposta. Que os trabalhadores mais do que mereciam.

Portanto, e por tudo, estamos nos primeiros rounds de uma luta em que, sempre, o trabalhador já entra perdendo (entra, porque já perdeu), e em que, as regras, as leis, determinam que o adversário pode tudo, até retirar-lhe, ou colocar contra seus interesses, seu técnico, médico, ou qualquer outro participante de sua equipe. Enquanto que o Trabalhador, não pode revidar nem com a mesma dedada que lhe desferiram nos olhos.

Assim, o Trabalhador não tem dono!!!

Ele é dono tanto de seu Sindicato quanto de sua Federação.

A mobilização não foi e nunca será da fup ou FNP, sempre foi a MOBILIZAÇÃO NACIONAL DA CATEGORIA QUE LUTA E REIVINDICA O JUSTO!!!!

Agora, pelo quadro de mobilizações vitoriosas e com enorme adesão, mais do que nunca, devemos pressionar por uma PLR Justa, que honre o Plano de Negócios que os trabalhadores construíram em favor da Companhia e que abrem novos horizontes ao País.

Todos os trabalhadores já fizeram por merecer um pedaço do bolo que tanto cresceu por sua contribuição e obra.

Veja o Manifesto para uma PLR Justa, no link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=PLRJUSTA

Criação dos Trabalhadores – Plano de Negócios 2011/2015 – PETROBRAS

http://www.petrobras.com.br/ri/publicador/arq/126/arq_126_12239.pdf
  1. http://webcast.mz-ir.com/publico.aspx?codplataforma=3047
  2. http://www.petrobras.com.br/ri/Show.aspx?id_materia=Blbn3p6XmZrwWsYRbWZbjw==

Criação dos Trabalhadores – Resultados Objetivos e Espetaculares (2002/2009)

https://petroleiro2020.files.wordpress.com/2010/08/criacao-dos-trabalhadores6.ppt

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4 respostas para A negociação, os Movimentos do Patrão, os Sinais da Força da Categoria, e a disputa Sindical (fup x FNP)

  1. Pingback: Como confundir e atrapalhar os trabalhadores | Blog do Petroleiro 2020

  2. Vinícius Camargo disse:

    Do site da fup

    Petroleiros encerram mais uma mobilização por PLR mostrando força e organização
    http://www.fup.org.br/noticias.php?id=5300

    Os petroleiros não encerraram o movimento, somente suspenderam a greve, a parada das operações, mas continuam mobilizados e realilzando atrasos e manifestações.

    E não foram os trabalhadores que seguiram o indicativo da fup, a fup é que está obrigada a seguir os indicativos dos trabalhadores.

    Parabéns a todos os trabalhadores que construíram a MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA BASE !!!

  3. Vinícius Camargo disse:

    Da Agência Petroleira de Notícias:

    Mobilizações no Rio e em TODO o PAÍS
    http://www.apn.org.br/apn/index.php?option=com_content&task=view&id=2927&Itemid=1

  4. Vinícius Camargo disse:

    Da Agência Petroleira de Notícias:

    PLR: novos protestos
    http://www.apn.org.br/apn/index.php?option=com_content&task=view&id=2932&Itemid

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