Como confundir e atrapalhar os trabalhadores

Falsas bandeiras de luta, Atraso da Negociação, Atraso na Mobilização, Falta de Calendário prévio (p/negociação e com data de pagamento), Omissão quanto ao quadro de mobilização nacional pela base

Caros,

nesse processo de negociação da PLR, temos visto atuações pra lá de discutíveis.

A ação, por parte da fup, de atrasar, a negociação, pelo lado do patrão, e a mobilização, pelo lado dos sindicatos, bem como manter o trabalhador sem o devido pagamento de parte de seu salário (a PLR), demonstra o plano para desorganizar os trabalhadores.

Para os acionistas, já na definição do pagamento dos lucros e dividendos, aumentaram os valores em 40% e, ainda, garantem juros e correção monetária, pela taxa SELIC, até o efetivo pagamento.

De forma inversa, para os trabalhadores:

  • propuseram um aumento simbólico, nada próximo aos 40% dado aos acionistas, ou aos 25% do limite da resolução danosa da dest;
  • estabeleceram um “adiantamento” rebaixado, aquele de início do ano, que, de fato, serve para atrasar e desvalorizar o pagamento dos trabalhadores;
  • atrasam a negociação para o pagamento de parcela salarial, que garante a subsistência do trabalhador, enquanto fazem adiantamentos de lucros aos acionistas;
  • atrasam a genuína e justa mobilização nacional da categoria ;
  • atrasam o pagamento da quitação, maior parte da PLR, enquanto aplicam os valores à taxa SELIC, lucrando com o dinheiro e a desgraça do trabalhador.

Este tipo de ação compõe o quadro de respeito que o trabalhador merece?

A fup, nesses últimos 9 anos, nos ACTs, não lutou por calendários fixos, nem para que houvesse uma prévia negociação (com a antecedência necessária para sua conclusão), e nem para fixar as datas para o efetivo pagamento. Este fato, bem pensado contra os trabalhadores, sempre nos coloca em uma sinuca de bico, isto é, faz parecer culpa, do próprio trabalhador e ou dos Sindicatos que negociam a PLR, o possível “atraso” no pagamento da PLR e as decorrentes lesões.

O patrão, nesse quadro, aproveita da condição como se não fosse o principal responsável pelo atraso e por eventuais lesões, e se beneficia do mau direcionamento do sentimento de revolta do trabalhador, contra seus pares, que permanecem a lutar por melhorias, e contra os Sindicatos que, de fato, estão lutando pelos seus interesses, os interesses da categoria.

No atual quadro, bem planejado contra os trabalhadores, levantaram a falsa bandeira do Surbônus, pois se “esqueceram” do Superbônus dos Diretores e da vinculação pela qual se deveria lutar, isto é, estabelecer percentual significativo entre PLR de Diretor e o valor mínimo da PLR de trabalhador (https://petroleiro2020.wordpress.com/2011/07/21/precisamos-de-uma-estrategia-que-traga-resultados-praticos/). Assim, com essa falsa bandeira, pretendem solapar a maior mobilização de base que os trabalhadores realizaram nos últimos 9 anos e tem realizado por todo o país (https://petroleiro2020.wordpress.com/2011/07/29/a-negociacao-os-movimentos-do-patrao-os-sinais-da-forca-da-categoria-e-a-disputa-sindical-fup-x-fnp/).

Pretendem fazer com que o trabalhador se derrote. Como?

Com a estratégia de “brigar” pelo o que a categoria não deseja lutar. E, por fim, de fato, derrotá-la com a justificativa de que, a própria categoria desistiu, ou já ficou muito contente com o que vem recebendo . . .

Explico. Por visualizar a manobra partidária-sindical, contra a mobilização de base, o próprio trabalhador, diante de sua situação financeira precária, do desgaste pelo atraso na negociação e pela falsa bandeira, falsa luta, opte por aceitar a proposta rebaixada de PLR, mesmo que já tenha sido rejeitada por todas as bases, seja na mesa de negociação, pelos diretores sindicais, seja nas assembléias, pelos próprios trabalhadores. Notem, que o sindicato e a federação pelega, depois de já ter rejeitado a proposta na mesa de negociação, atrasado a negociação, atrasado a mobilização, recoloca em votação, espertamente contra o trabalhador, proposta já rejeitada, ao invés de definir a mobilização. Pior ainda, compõe com o Patrão, e passa a misturar (http://www.fup.org.br/noticias.php?id=5350) quitação da PLR com PCAC, e dá um prazo de 30 dias para que a empresa formule uma regra definitiva quanto à PLR, tudo ao mesmo tempo agora, sem o controle do trabalhador e, provavelmente, contra o trabalhador (https://petroleiro2020.wordpress.com/2011/07/06/mobilizacao-nacional-e-manifesto-contra-a-discriminacao-imposta-aos-empregados-das-empresas-estatais-abaixo-assinado/). E, no meio, ainda misturam a questão da eleição de trabalhador para o Conselho de Administração.

Então, o Sindicato pelego, com a justificativa de ter acatado, “democraticamente”, o “desejo do trabalhador”, corre para assinar a proposta rebaixada. Isto é, por sua estratégia, tenta levar os trabalhadores a esquecerem do quadro favorável de mobilização nacional, que se deu pela base, para se autoderrotarem. Nessa estratégia, nem a culpa pela desmobilização ficaria com a pelegada.

No entanto, devemos ficar atentos a esse tipo de manobra, pois, como sabemos, quem não exerce sua força permanece a perder sempre:

  • a sempre ficar na situação precária do endividamento;
  • a sempre ter que baixar a cabeça quando o patrão não lhe paga o justo, o devido pelos ótimos lucros e resultados criados https://petroleiro2020.files.wordpress.com/2010/08/criacao-dos-trabalhadores6.ppt ;
  • e, pior ainda, tem que baixar a cabeça quando o patrão atrasa a negociação para se aproveitar da sua situação financeira precária que, estrategicamente, planejou e contribuiu,e contribui, para reduzir cada vez mais o espaço do trabalhador reivindicar seu justo pagamento.

Os trabalhadores tem feito muito   (https://petroleiro2020.files.wordpress.com/2010/08/criacao-dos-trabalhadores6.ppt)     e devem exigir um melhor tratamento já!!!

Respeito é bom e também é um direito fundamental do trabalhador.
As atuais reivindicações lutam por isso.

É fundamental avaliar a conjuntura nacional e propor à categoria os próximos passos da mobilização que tem se dado pela base, mesmo que seja um recuo, estratégico, para a construção de uma coordenação nacional que seja independente da fup, pois, como vimos, a mesma desconsiderou os convites da FNP e, principalmente, desdenhou da disposição de luta do trabalhador.

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10 respostas para Como confundir e atrapalhar os trabalhadores

  1. Pingback: OPINIÃO: PLR 2011/2012 – Tudo ilusão: a “Carreira”, o “Avanço” de nível e promoção e o PAC dos novos em 2011* : Oposição – Sindipetro Unificado de SP

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  3. Pingback: A fup está com medo do voto direto dos trabalhadores?! (Eleição CA – 2012) | Blog do Petroleiro 2020

  4. Pingback: Novo Quadro Nacional | Blog do Petroleiro 2020

  5. Vinícius Camargo disse:

    Editorial da FUP

    Divisionistas de braços dados com as gerências!
    http://www.fup.org.br/noticias.php?id=5394

    Dá para acreditar? Acho que pensam que os trabalhadores são burros.

    No Sindipetro NF, agora, do dia 20 para o dia 22/08/2011, de domingo para segunda-feira, tentando se aproveitar da revolta dos trabalhadores, devido a mais um acidente que matou mais 4 colegas petroleiros, propuseram greve e rejeição da proposta de PLR da Petrobras.

    Seria a grande jogada da Federação, isto é, puxariam uma greve e “obrigariam” a empresa a apresentar nova proposta depois dos “divisionistas” já terem assinado a proposta rebaixada, mesmo que com o objetivo de não deixarem misturar PLR e ACT e, como consequência, possibilitarem a dupla derrota dos petroleiros.

    No entanto, os trabalhadores da Bacia de Campos se negaram a fazer esse papel, de massa de manobra, contra o interesse da categoria como um todo, isto é, a necessidade de se mobilizar pela base e sem o comando de pelegos para, verdadeiramente, conquistar e avançar.

    Vão os links:
    – O não dos trabalhadores da Bacia de Campos:
    http://www.sindipetronf.org.br/TabId/105/NoticiaId/2608/Default.aspx

    – O recuo da direção sem o respaldo da categoria:
    http://www.sindipetronf.org.br/TabId/105/NoticiaId/2610/Default.aspx

    Chegamos a um novo quadro Nacional: os trabalhadores só esperam a formalização e comunicação de uma nova Coordenação Nacional para aderirem e se fortalecerem.

  6. Pingback: A Contradição da fup e sua gestão de RH – Resultado da Petrobras no 1º Semestre de 2011 | Blog do Petroleiro 2020

  7. Vinícius Camargo disse:

    Do site do Sindipetro Rio Grande do Norte:
    Conselho Deliberativo chega a um acordo “democrático e por consenso”
    http://www.sindipetrorn.org.br/noticia/conselho-deliberativo-chega-a-um-acordo

    Conforme colocamos, a Base está unida e já tomou sua decisão.

    Até no CONFUP isso ficou claro. Apesar do acordo, que o governo empurrou, ter retardado a mobilização, a disposição de luta da categoria ficou explícita e estabelecida.

    Isto é, se não se responder às reivindicações dos trabalhadores, as bases substituirão suas “lideranças” e formarão a organização necessária para alcançar seus pleitos.

    Quanto a essa estratégia de levar os pleitos ao Rei, a vemos como uma tentativa de colocar os petroleiros em uma encruzilhada (esteriotipada), aquela de: quem reivindica e luta, é oposição ao governo; e quem aceita propostas rebaixadas, é responsável e lúcido negociador.

    Abraço a todos !!!

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