Cabresto Psicológico e a Impotência para Reivindicar – Greve Nacional e Unificada

Discurso Opressor X Discurso Libertador

O Cabresto Psicológico e a Impotência para Reivindicar e Lutar

Alguns incorporaram a opressão em seus discursos e atitudes e nem notam, já se sentem indignos de se compararem com algumas classes. Internamente, já se autolimitam, se autocensuram, se julgam menores. Este é o maior cabresto que o discurso opressor pode impor a uma pessoa, e dos piores que pode colocar em líderes sindicais, lutadores, representantes, trabalhadores.

Este é o cabresto psicológico do qual falei anteriormente, em que, até pessoas ativas e lutadoras pelos direitos dos trabalhadores limitam sua atuação por preconceitos e porradas que lhe foram incutidas e desferidas ao longo da vida. Têm, na cabeça, uma voz lhes dizendo: isto não é para você, ponha-se no seu lugar! Quem você pensa que é?!!

Temos vivenciando isto explicitamente. Comemoram reposição salarial como se tivéssemos recebido ganhos à altura dos lucros e resultados revertidos aos Governos e Acionistas. Se comemora, por irmos de uma situação pior e permanecermos em uma situação ruim !!!!!  Olha o cabresto aí !!!!  É o “sinta-se feliz, porque antes era pior”!!!  E tudo isso, em um momento em que os trabalhadores da Petrobras têm feito a diferença (O Pré-Sal) em favor de todo o país !!!!!

Caros, isto é um contrassenso e a FUP, a meu ver, colabora para mantê-lo. Alguns colegas ficam chateados comigo por expor esse pensamento, me colocam como divisionista e manipulador, mas pelos resultados das pesquisas de ambiência, dos últimos anos, e muito pelo que temos visto e ouvido dos colegas pelo Brasil, os sentimentos são de desvalor e descaso. Tratar a categoria dessa forma não leva a boa coisa. E dividir a categoria, na mesa de negociação, tem sido coisa da FUP, e combinar o resultado do jogo com o pretenso “adversário”, RH ou Presidente da Petrobras, todo mundo também sabe quem faz isso. Assim, espelho é bom pra todo mundo, pois nas palavras sábias de alguns . . . todos somos pecadores.

Aos colegas da FUP, da CUT e do Governo, o aviso foi dado pelos trabalhadores super-explorados de Belo Monte, Girau e de outras obras do PAC.  E frise-se que, mesmo com o alerta de membros do partido e da central, o governo não se antecipou a mediar conquistas e garantir direitos básicos a esses trabalhadores. O Governo não os ouviu.

Passou a época do cala boca e da ignorância, os trabalhadores só respeitam a história das instituições se seus dirigentes às honrarem. Portanto, que os colegas exerçam seu poder no Governo por terem conquistado uma grande bancada de deputados e senadores e não por deixarem de, verdadeiramente, lutar. E que, pelo menos, as Federações e Centrais, sejam ligadas a que partido for, respeitem umas às outras, façam seu papel de organizar o trabalhador, de forma conjunta e coordenada, para que o mesmo exerça sua força plena e conquiste sua parte nesse bolo que tanto cresceu por seu esforço e dedicação (Criação dos Trabalhadores).

Ser amigo do rei não deve ser confundido com a subserviência em detrimento da categoria, bem como, lutar, verdadeiramente, não deve ser confundido com traição ao Governo.

Os cargos que ocupam e em que exercem o poder são advindos de uma construção maior do que o toma lá, da cá, da política. Se os ex-líderes sindicais sentem que seus papéis como gerentes dependem da negação das reivindicações dos petroleiros, da desmobilização da categoria ou da falsa mobilização, erram e acabam por punir quem participa e participou da construção de cada vitória política da classe trabalhadora. Entre os indicados políticos, são os que mais pagam pelo exercício do poder, pagam três vezes: antes, pela organização da luta e o grande ônus da mesma; durante, pela negação dos direitos dos trabalhadores, dos seus ex-companheiros; e, pior, mesmo tendo formado amplas bancadas que sustentam o governo, essa contribuição é quase que desconsiderada para a manutenção de seus cargos.

O valor desses gerentes não está, ou não deveria estar, no exercício da pelegagem. É um erro os cobrar nesses termos, pois os petroleiros tem tradição e história de comprometimento com a empresa e as necessidades do país, isto é, a irresponsabilidade não campeia entre os trabalhadores da companhia, da mesma forma que a idiotice também não. Por isso, a categoria avança criando alternativas à FUP e seu cabresto, não por se opor a ferro e fogo contra o governo, mas por saber o que vem acontecendo, quem está se beneficiando e que políticas e discursos vem sendo exercidos para oprimir o Petroleiro. Nesse contexto, cresce o espaço para que novas lideranças, a nova federação, a FNP, e outros e novos partidos se apresentem e passem a exercer o papel que o governo entende como traição, isto é, a luta dos sindicatos dos petroleiros para e pelo trabalhador.

O trabalhador é que possibilitou a criação do partido, a chegada ao, e o exercício do, poder. A inversão do processo, e o cabresto colocado nos instrumentos de luta do trabalhador, são pura contradição, para não dizer outra coisa.

Por tudo que foi colocado, entendo que os colegas da FUP, ao longo desses últimos 9 anos, demonstraram que incorporaram o cabresto psicológico e se submeteram ao Governo sem uma maior reflexão, mas deixaram os custos desse tipo de ação no colo e a custa dos trabalhadores.

Até o ex-presidente LULA alertou os companheiros a tomar cuidado quanto a essa posição:

“E acho que vocês precisam aprender que cobrar do governo, reivindicar e exigir, é obrigação de vocês, é obrigação, ou seja, muitas vezes vocês pensam que porque têm amizade comigo, porque me conheceram, que não devem reivindicar. Neste governo não é proibido reivindicar, não é proibido reivindicar. Até porque, as conquistas da sociedade, elas só se dão na medida em que as pessoas aprendem a brigar pelos seus direitos.” http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1956754/discurso-do-presidente-lula-durante-sancao-de-lei-que-reorganiza-defensorias-publicas

Portanto, chegou a oportunidade, mas está passando a hora, de repensar esta posição e contribuir, mais diretamente, em favor da Categoria, para a Greve Nacional e Unificada.

Aos trabalhadores.

Fala do Conselho Deliberativo da FUP recomendando a aceitação:

Fala do Sindicato Litoral Paulista, avaliando a mais nova proposta da Petrobras:

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5 respostas para Cabresto Psicológico e a Impotência para Reivindicar – Greve Nacional e Unificada

  1. Pingback: Eleição de Trabalhador CA_Petrobras_2013 – Declaração de Apoio e Voto em Sílvio Sinedino | Blog do Petroleiro 2020

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  3. Pingback: ELEIÇÃO DO REPRESENTANTE DOS EMPREGADOS DA PETROBRAS PARA O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (2012) | Blog do Petroleiro 2020

  4. Enquanto isso . . . continuam a propagar reposição de direitos como enormes avanços:
    http://www.fup.org.br/noticias.php?id=5757

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