A questão . . . não são os salários do BNDES, nem de qualquer outra categoria.

O BNDES paga 54,84% mais do que o salário da PETROBRAS

A questão é que falta aos Petroleiros conquistarem maior participação sobre o que criam e produzem.

Caros, a questão não são os salários do BNDES, pois as carreiras “Típicas” de Estado e os Legislativos têm melhores salários que os pagos aos colegas do BNDES que também devem continuar a reivindicar, pois há espaços e referências para eficazmente e justificadamente o fazerem.

Todas as demais categorias merecem os salários que conquistaram, mas falta, aos Petroleiros, conquistarem maior participação sobre o que criam, o que produzem. Não há dúvidas quanto às capacidades e importâncias das demais instituições e trabalhadores e, por isso, a questão é da necessidade de aumento da participação dos salários dos Petroleiros no faturamento da Petrobras e não de apontar uma ou outra categoria como privilegiada. Não o são. No entanto, assim como nós, Petroleiros, somos referências para muitas outras categorias, as categorias que mais conquistaram e evoluíram serão apontados como nossas referências. Assim, devido à questão objetiva da proximidade das sedes do BNDES e da PETROBRAS, das mesmas estarem uma de frente para a outra e ligadas por uma ponte, bem como de que nossos colegas preteriram a Petrobras e passaram ao BNDES, o citamos como referência, mas não deixamos de nos referenciar a outras categorias e instituições nos demais textos do blog.

Imaginário e fantasia – Quanto ao que os Petroleiros já detêm como direitos (conquistados com a organização dos trabalhadores), devido à imagem que a Petrobras projeta por todo o País, se estabeleceu um imaginário de que as riquezas que os trabalhadores têm criado e proporcionado ao Governo e ao País chegam, nas mesmas proporções, aos trabalhadores, fazendo com que estórias de substanciosos salários por ano, generalizados valores astronômicos de adicionais, benefícios e gratificações temporárias ou permanentes, sejam propaladas aos quatro ventos, e muitas vezes reforçadas vaidosamente pelos próprios Petroleiros, mas sem uma análise do que significam ou significaram, a que (pequena) parte da categoria atendia ou atende e, por fim, somam ou somavam. Ainda, e, principalmente, a indicação de ganhos, sem o respectivo vínculo com Resultados e Lucros, não serve a uma análise para um julgamento equilibrado quanto ao que seja justo uma categoria receber. No caso dos Petroleiros, uma campanha reivindicatória vitoriosa, de vinculação remuneratória a Resultados, seria passar a receber conforme o plano de carreira dos garçons: um salário mínimo regional, por mês, mais 10% ou 12% sobre as vendas (10% ou 12% do faturamento da Petrobras divididos igualmente entre todos os trabalhadores). Salário mínimo regional + 12% do faturamento Já !!!!  Esse cenário nos traria um bom aumento de salário e demonstra o quanto há espaço para a valorização do trabalho que tem sido realizado.

No entanto, a realidade é que a Categoria Petroleira recebe muito pouco do que vem construindo.

Transformar imagem em realidade – Portanto, temos que lutar para que, pelo menos parte desse imaginário se torne verdade a fim de que, ao levarmos a fama, também sejamos os beneficiários dela, coisa que sabemos não ser o fato, muito pelo contrário. Pior, pois, devido à recorrente propaganda destrutiva da imagem dos servidores e empregados públicos, do serviço público e do trabalho das Estatais (O elefante, paquiderme, lerdo e inoperante), se potencializa a distorção entre: o fato, de trabalho competente, engajado e duro frente a salários não compatíveis com Resultados e Lucros criados; e a imagem, o estereótipo, do marajá: incompetente, preguiçoso, leniente, ladrão e recebedor de remunerações nababescas. Permanecendo esse cenário, restará aos Petroleiros viverem como trabalhadores dedicados, mas conviverem com a injustiça de serem destratados como marajás, isto é, uma brutal distorção que permanecerá a causar danos em muitos dos campos da vida: na família, nas relações sociais, na valoração do trabalho e da verdade, na autoestima dos trabalhadores.

O ciclo vicioso do nivelamento por baixo (a articulação para colocarem trabalhador contra trabalhador) – Vemos que as propagandas, todas, têm funcionado. Meias verdades, equívocos e ilusões estão presentes e trabalham em desfavor de todos os trabalhadores. A mídia e os patrões promovem o recalque e os consequentes ataques entre as diferentes categorias classificando ora uma ora outra como privilegiada e bode expiatório do momento, relativamente, à grande massa de trabalhadores superexplorados. Assim, impedem o avanço de direitos e condições de trabalho das categorias de referência e, por consequência, acabam por impedir, também, qualquer melhoria das condições de trabalho das próprias categorias superexploradas. São as estratégias coordenadas de: dividir para conquistar; estereotipar para ajudar a segregar; e desqualificar, para impedir o debate íntegro das questões e perspectivas envolvidas. Tudo, em favor do ciclo vicioso do nivelamento por baixo.

Fiquemos atentos para não nos usarem, usarem nossos recalques, de forma que ataquemos outras categorias e, de fato, e no final das contas, nos prejudiquemos como categoria e, mais amplamente, como classe trabalhadora.

Abraço a todos !!!

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4 respostas para A questão . . . não são os salários do BNDES, nem de qualquer outra categoria.

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