PLR 2011/2012 – Tudo ilusão: a “Carreira”, o “Avanço” de nível e promoção e o PAC dos novos em 2011

Lucros e Resultados criados pelos trabalhadores são crescentes mesmo em tempo de crise mundial

Para honrar os Resultados e Lucros dos últimos anos a PLR tem que aumentar . . . e muito!!!

Os Resultados e Lucros Espetaculares

Os trabalhadores têm consistentemente mais trabalhado (Faturamento), aumentado os Lucros (Operacional e Bruto em crescimento) e os Resultados (Descobertas (Pré-Sal), Investimentos em novas plantas, Maior volume de derivados distribuídos e vendidos (com subsídio), Pagamento de mais Contribuições Econômicas e Participações (+de 98 Bilhões em 2011) entregues aos acionistas e ao Governo Federal, Estados e Municípios.

  1. Petrobras tem Resultados e Lucros Espetaculares concedendo Descontos Bilionários !!!
  2. Petrobrás dá desconto:
    foram 13Bilhões 684Milhões de Reais nos combustíveis em 2011

Assim, têm acertado e muito contribuído para a empresa e o País!!!

A escada rolante contra o trabalhador

O trabalhador vem entregando todos os resultados e lucros e tem esperado reciprocidade da Petrobras. A política de dar com uma mão e retirar muito mais com a outra, o ilusionismo, a prestidigitação, têm transformado a carreira em escada rolante que, enquanto o empregado empreende os esforços para subir, o patrão faz todos seus degraus descerem, correrem em sentido contrário: o trabalhador mais se esforça, enquanto retrocede em sua carreira e remuneração, ganha “nível, letra (PAC dos Novos e reformulação do AVNP-2011) ”, mas, no cômputo geral, perde remuneração, também corroída pela inflação (o dinheiro não compra nem 40% do que comprava em 2002IPCA). Tem que haver respeito e reconhecimento.

O truque das retiradas antes do pagamento dos direitos dos trabalhadores

A PLR envolve Lucros (Operacional e Bruto) e Resultados (Índice de descobertas, Volumes produzidos, refinados, distribuídos, vendidos, Impostos e Contribuições), mas não estão considerando isto, pelo contrário, escolhem indicadores que prejudicam uma justa avaliação do quanto os trabalhadores do Sistema Petrobras vêm entregando ao País bem como impõem condições que, na realidade, impossibilitam a justa recompensa aos trabalhadores. No momento, os impostos, contribuições e royalties têm muito aumentado do mesmo modo que a distribuição de lucros e dividendos aos acionistas. Então, primeiro, tomam do que o trabalhador criou, do Faturamento e do Lucro Bruto, e falam que os mesmos foram menos produtivos, só avaliando o lucro líquido, fazem questão de esquecer todos os ótimos resultados alcançados e as partes que retiraram antes de honrar os direitos dos trabalhadores. O trabalhador constrói o faturamento, os Resultados, o Lucro bruto. Os governos e os acionistas é que retiram parte do lucro bruto e criam o lucro líquido (lucro bruto descontado as retiradas dos governos). Esta é a mágica para tentarem promover a redução salarial por vias juridicamente aceitas, mas repudiadas pelos trabalhadores e sindicatos independentes devido sua imoral injustiça.

Assim, ao invés da PLR ser instrumento da integração Capital e Trabalho, do que chamam Remuneração Estratégica, passa a ser utilizada para a vil exploração dos trabalhadores pelo Capital (Acionistas, Governos e Mídia Corrupta Parcial Patronal).

A armadilha da contabilidade do Capital

Os trabalhadores, ao aceitarem uma redução de sua remuneração fixa, em vista de uma parcela variável (a “flexibilização” da remuneração dos trabalhadores), a PLR, vendida, propagandeada e implantada como a chance de obtenção de uma maior remuneração anual e uma maior participação dos trabalhadores nos Resultados de seu trabalho, agora, nesse momento, se veem na armadilha da contabilidade do Capital, que privatiza os lucros e distribui aos trabalhadores os custos de descontos, investimentos, perdas e até prejuízos (Notícia Petrobras – Início das negociações). O golpe dado contra os trabalhadores aposentados começa a ser sentido e ficar explícito para todos os trabalhadores da ativa. Não é gestão, é opressão: são a técnica e o conhecimento utilizados para a desvalorização dos trabalhadores e suas fundamentais contribuições – ações, sementes, de toda e qualquer riqueza já produzida.

Querem humilhar o trabalhador?

E nesse quadro, em que o trabalhador mais construiu, realizou, produziu, refinou, gerou energia, importou, exportou, subsidiou, distribuiu, negociou, vendeu, formou, desenvolveu, recolheu e pagou mais impostos, contribuições, royalties e participações, e fez a gestão disso tudo – vai ter seu salário diminuído?

Todos os outros lucram, enquanto o trabalhador é colocado em desgraça com a desonra pelo desrespeito aos seus direitos advindos dos lucros e resultados que criaram e entregaram pelos esforços de seus trabalhos?

Quem ganha com isso? Quem é o “premiado”?

Essa política não é boa nem para os acionistas da Petrobras, nem para a Petrobras e muito menos para os empregados. Todos perdem no longo prazo. Concordo que, no curto prazo, este tipo de proposta, que não honra os esforços, resultados e lucros gerados, sempre mais prejudicam os empregados. Também, por isso, esses buscarão alternativas de trabalho e realização em outras empresas ou atividades de suas vidas passando a colocar maior foco em questões que melhor respondam aos seus esforços e resultados. Quando não há reconhecimento e recompensa à altura, proporcional e equânime, os trabalhadores se desengajam emocionalmente por não se sentirem respeitados, pois respeito é bom e todo mundo gosta. Primeiro perde o empregado, depois a empresa, em seguida, os acionistas e os governos. Quem ganha é o magnata que facilmente leva empregados formados e experimentados da Petrobras. Esta é uma ação que nos parece contrária ao Plano Estratégico da Petrobras, é uma ação contra os interesses do País, é a doação do conhecimento conquistado a custa do investimento público e do esforço da Nação ao domínio e propriedade de um magnata.

Se esse for o desejo inconfessável dessa política . . . , é lamentável!

Negociações Parasitárias

Essa política, somente perdura, pois, de fato, não temos tido negociação entre patrão e empregado, pois parte dos sindicatos fingem serem defensores e representantes dos empregados, mas, ao longo dos últimos 10 anos, não fazem outra coisa que não impedir a organização genuína e independente dos trabalhadores. São negociações, a chamadas comissões “paritárias”, entre representantes do Patrão, na empresa, e representantes do Patrão, de parte dos Sindicatos, que decidem à revelia dos trabalhadores. É uma pena esse estado de coisas . . . isso tem que mudar.

A desvalorização do Capital Intelectual, do Trabalhador, do Capital Humano

Somente em um quadro como esse, prosperam argumentos como o de que a PLR tem que diminuir porque estão contratando mais profissionais para trabalhar. Ué, os trabalhadores novos não estão trabalhando? Os trabalhadores experientes não estão saindo e se aposentando da empresa? Os salários médios, pagos pela empresa, não estão caindo? Ainda, comparando o investimento em equipamentos e novas plantas, a Companhia quer crescer sem investir? Sem custos no presente? Ué, quando compra máquinas e equipamentos, para fazer crescer a produção, ela reduz o valor dos demais equipamentos? Ou ela retira dos lucros e resultados o dinheiro para pagá-los (difere os investimentos)? Porque com pessoas, ela quer criar e determinar que o investimento em empregados será pago pelos próprios empregados? E não pelos lucros e resultados que os mesmos já vêm entregando ao longo desses últimos anos? Quer promover a divisão entre os empregados? Quer depreciar o valor dos experientes, desdenhar de seus esforços por longos anos, e subvalorizar e infantilizar as contribuições dos novos profissionais ávidos em realizar? Isso não é Gestão. Há muitas melhores alternativas. Investir em pessoal é obrigação. Reconhecer e recompensar são pré-requisitos de gestão, assim, o custo, de agora, é de responsabilidade da empresa e será transformado e multiplicado, em muito lucro em seguida. E, ao contrário dos investimentos em novas plantas e equipamentos, o valor do capital humano aumenta com o amadurecimento e desenvolvimento dos novos profissionais. Onerar o trabalhador, reduzir sua remuneração anual, seu salário, é medida equivocada. O Gov/Fup/RHdevem assumir seus custos e não repassá-los aos Petroleiros que muito bem têm construído Resultados e Lucros crescentes e espetaculares. Negar água à planta que lhes oferece muitos frutos é ignorância.

Equiparação salarial pela PLR

Portanto, não há porque o Gov/Fup/RH rebaixar a PLR e, por consequência, a remuneração anual da categoria. Ao contrário, a PLR deve aumentar e muito, pois, por exemplo, para uma equiparação do salário Petrobras (R$ 6.217,19) ao salário do BNDES (R$ 9.627,27) por meio da PLR Petrobras, essa última teria que ficar na casa dos R$ 91.620,23 ([3.410,08 x 12]+[ 40.920,96 x 1,239]) para suprir “só” a diferença de R$ 3.410,08 do salário bruto, mais os correspondentes encargos de folha (1,239 vezes o salário), sem incluir, lembrar, da PLR do BNDES.

Ampliar a luta

Oito, nove anos de trabalho na Petrobras valem menos que um concurso para o BNDES, por exemplo!!!! Portanto, temos que lutar por um PCAC que honre os Petroleiros.     E na disputa da PLR, ampliar a luta pela garantia de pagamento de PLR em todas as empresas com um percentual base a ser distribuído linearmente para todos os trabalhadores, bem como lutarmos contra a discriminação na regulamentação e negociação da PLR nas empresas estatais.

Sugerimos a atenção para dois Projetos de Lei para a Efetiva aplicação da PLR em todas as empresas com a garantia de percentuais base para a participação:

A FUP/RH iniciou a “negociação” com os mesmos passos dos anos anteriores, isto é, com uma Luta planejada para sempre derrotar o trabalhador petroleiro –> PLR REBAIXADA x PECHA DE MARAJÁ.

Contra a opressão do Patrão . . . Só a consciência de classe

No momento, a FUP/RH tem isolado os trabalhadores da Petrobras das demais lutas de todos os trabalhadores. Nos dividem, dividem todos os trabalhadores, para nos enfraquecer e controlar.

Internamente, convivemos com divisões, que impedem a valorização dos empregados concursados e precarizam as condições de trabalho e os salários dos empregados terceirizados. Se todos não se engajarem na disputa dos trabalhadores contra a exploração do patrão, continuarão perdendo e, muito menos, criarão os fatos que abrirão o caminho para a busca de uma maior e justa participação no resultado de seu trabalho.

Por fim, o patronato, em geral, odeia que uma classe de referência para muitos trabalhadores, como é o caso da Petroleira, avance. Impedem conquistas de uma das principais categorias organizadas do País para manterem as demais de cabeça baixa e sob controle: se nem os Petroleiros, que tantos Lucros e Resultados entregaram ao País, conquistaram, como outras categorias encontrarão referências e exemplos para avançarem, por merecerem vida, trabalho e salários melhores?

Lutemos e avancemos para muitos outros fazerem o mesmo!!!

Abraço a todos !!!

 

Disputas fundamentais:

Pela reintegração de Ana Paula na TRANSPETRO

A FUP/RH quer melar a eleição de mais um candidato independente e de oposição?!!!

Exemplos de Luta e Vitória:

Justiça condena Petrobrás por punição política de Gilvani Alves, diretora do Sindipetro AL/SE

Ex-cosipano consegue indenização milionária pelos dandos sofridos

Ação do Sindipetro-LP leva o TST a rever posição quanto às fraudes do PCAC

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10 respostas para PLR 2011/2012 – Tudo ilusão: a “Carreira”, o “Avanço” de nível e promoção e o PAC dos novos em 2011

  1. Pingback: Petrobras dá uma freada de arrumação, mas tem Resultados Espetaculares e concede Descontos Bilionários!!! (Resultado 2° Tri 2012) | Blog do Petroleiro 2020

  2. Pingback: Balanço do Enterro de mais um esqueleto da FUP/RH – PLR Rebaixada 2011/2012 | Blog do Petroleiro 2020

  3. Pingback: FUP só DIVIDE A CATEGORIA, MAS TENTA IMPEDIR A DIVISÃO DOS LUCROS QUE O PATRÃO QUER TOMAR SÓ PRA SI !!! | Blog do Petroleiro 2020

  4. A velha estratégia da FUP/RH vai começar a entrar em ação . . .

    Tentar fazer parecer que muitos sindicatos, e a maioria dos trabalhadores, estão aceitando a proposta!!!

    Primeiro, os menores sindicatos pelegos, que somados, representam pouco menos de 5% de toda a categoria, mas representam, em número de sindicatos, “muitas bases”, correrão com suas assembléias e tentarão passar com o rolo compressor sobre a categoria. Trarão um discurso de chamada à realidade (deles e não a nossa), isolarão cada trabalhador como privilegiado entre a massa de pobreza e miséria no País. Explorarão todos os sentimentos de humildade, próprios de nossa categoria, mas com o objetivo de mantê-la de cabeça baixa, calada, aceitando tudo sem questionamento e reconhecimento, sendo explorada também em suas realizações, em seus feitos e nos decorrentes lucros e resultados.

    Em seguida, correrão para assinar o acordo para o Patrão publicar que tais sindicatos já assinaram. Nunca falarão quanto do efetivo Petrobras esses sindicatos representam, que peso têm no seio da categoria. Conforme fazem com a FNP, que “só” tem 5 sindicatos, mas que é formada por bases que representam mais de 40% da categoria.

    Portanto, fiquemos de olho aberto e alertemos nossos colegas quanto a esse tipo de manobra. Para avaliação e acompanhamento, de cada um, do teatro de informes da FUP/RH, vejam a distribuição dos trabalhadores por Estado e Região na página do próprio RH/Corporativo , em Gestão, Informações do Efetivo, Efetivo por Região/Estado ou na página 4 do Censo para a Diversidade.

    Abraço a todos !!!

  5. REJEITAR A PROPOSTA PROVOCADORA E CONSTRUIR A GREVE NACIONAL

    Os encaminhamentos das Federações Sindicais deixam claro quem está ao lado do trabalhador e não acha que a categoria é burra !!!

    A FNP aponta para a rejeição da proposta super-rebaixada de PLR ( 17/07/2012) com a organização de Mobilização Nacional para a participação coordenada de todos os TRABALHADORES, Sindicatos e federações, inclusive a FUP, no movimento conjunto de greve e negociação em mesa única com a Petrobras.

    Enquanto isso, na FUP, seu Conselho Deliberativo, acuado pela mobilização e vigilância de todos os trabalhadores, desconectado de suas necessidades e cabresteado pelo Governo – que está muito temeroso com a greve que conseguiram desconstruir no último ano, atrasando e confundindo, tanto a negociação de PLR quanto a negociação do ACT – se apressa em tentar, rapidamente, impedir os trabalhadores de exercer seu direito de greve e pressão para preservar e aumentar sua participação nos lucros e resultados, crescentes e espetaculares, submetendo a decisão às assembléias, mas indicando, mesmo com votação mais dividida do que nunca, a aceitação de uma proposta que em nada honra todos os esforços empreendidos e desconsidera todos os resultados alcançados.

    Isto é sinal de desespero governamental: agora sabem que os trabalhadores vão parar tudo e retirarão estas direções pelegas do comando de seus Sindicatos!!!

    Nós, todos trabalhadores divisionistas, queremos mais participar dos lucros e resultados que fundamentalmente contribuímos para criá-los !!! Queremos, sim, que os lucros e resultados sejam melhor divididos com os trabalhadores !!! Queremos o fim dos sindicatos pelegos, dos sindicatos a serviço do governo de plantão, por isso, somos divisionistas, pois queremos os Sindicatos separados do governo, queremos sindicatos independentes de governos e patrões, para, de fato, organizarem os trabalhadores na reivindicação de seus direitos.

    Cabe, agora, todos os trabalhadores participarem das assembleias, rejeitarem a proposta, proporem e votarem pela construção da mobilização nacional e coordenada, unificada, com a participação de todos os Sindicatos e federações, e o decorrente estado de greve. Em seguida, convocando a Petrobrás para efetiva negociação em mesa única, havendo negativa ou tímido avanço nas negociações, deflagrar a greve.

    As greves virão: a da PLR está mais que madura; e a do ACT, pela reestruturação da carreira dos petroleiros (PCAC), logo se fará presente e muito mais forte que o movimento de PLR deve, agora, já demonstrar.

    Restava à Companhia realmente negociar, fato que não vimos nos oito anos do governo anterior e no início desse governo. As Presidentas, Dilma e Graça Foster, enfrentam um passivo de mais de 9 anos de ilusões vendidas como fossem avanços aos trabalhadores.

    Os trabalhadores se cansaram do teatro FUP/RH. Querem seus sindicatos independentes !!!

    Abraço a todos!!!

    • Derrotar traição da FUPbrás nas assembleias rejeitando a 2ª proposta da empresa

      Do site do Sindipetro LP – http://sindipetrolp.tempsite.ws/site/?p=13473 ou da FNP – http://fnpetroleiros.org.br/?p=2083

      Cumprindo religiosamente as ordens de Dilma, a FUPbrás irá defender a aceitação da última proposta de PLR nas assembleias da categoria. Divulgado oficialmente em seu site na tarde de ontem, quarta-feira (18/07), o indicativo da federação governista soma-se a uma coleção de traições que vem atacando frontalmente os direitos e ganhos dos petroleiros.

      Diante disso, a categoria deve derrotar amplamente, em todas as bases, mais uma traição dos governistas, rejeitando a 2ª proposta da empresa e exigindo um calendário único e nacional de greve. Esta será a grande luta e enorme tarefa dos petroleiros de todo o Brasil, dos sindicatos da FNP e de suas oposições.

      Neste sentido, ganha ainda mais importância a construção do Congresso Nacional do FNP, que acontece entre os dias 27 e 29 de julho, em SJC. A principal tarefa será reunir os lutadores que querem resistir e preparar suas lutas, já que novamente a federação governista demonstrou ser uma corrente de transmissão da governo e dos acionistas da Petrobrás dentro do movimento operário.

      Uma traição histórica. De novo.
      Além de fazer coro à política de remuneração variável da empresa, uma vez que indica a assinatura de uma proposta de PLR que insere um “abono” que é parte do ACT de setembro, a FUPbrás mente para a categoria ao afirmar que a nova proposta “estende aos trabalhadores o mesmo tratamento que a Petrobrás deu aos acionistas”. Afinal, para chegar à absurda conclusão de que o valor ofertado foi elevado em 12%, os entreguistas inserem neste cálculo a proposta de gratificação de contingente, cujo valor será descontado após as negociações da campanha salarial.

      Ora, que conquista é essa? A proposta da empresa é bem menor que o valor fechado no ano passado, com uma diferença de 13,4%. O que os governistas vendem como avanço é um grande retrocesso: em relação à PLR do ano passado, a categoria receberá R$ 2.320,00 a menos. Com isso, além de mentir, a FUPbrás subestima a inteligência dos trabalhadores ao divulgar informações que não têm nenhum amparo na realidade. Além disso, a empresa não demonstra como faz a distribuição, tirando de alguns trabalhadores para aumentar até o nível 457A e sem mexer no topo, garantindo aos imortais valores exorbitantes.

      Jornal O Globo antecipou “decisão” do Conselho “Deliberativo”
      A posição da FUPbrás é tão escandalosa que, dessa vez, não conseguiu disfarçar nem mesmo a grande mentira que são as decisões supostamente tomadas em conjunto pelos sindicatos nas reuniões do Conselho Deliberativo.

      Isso porque, antes mesmo da reunião ser realizada, o jornal carioca O Globo já estampava na manhã da última quarta-feira (18/07), nas páginas do seu jornal impresso, a informação de que os governistas iriam indicar a aceitação da proposta (clique aqui e leia o texto reproduzido no site O Globo). Localizada no caderno de Economia, a matéria – sob o título ‘Greves preocupam o planalto’ – aborda a greve dos petroleiros e afirma: “Os dirigentes sindicais avaliam hoje a proposta e a encaminham para a aprovação em assembleias”.

      Ou seja, a decisão estava mais do que tomada desde a última terça-feira, já que os jornais são sempre “fechados” no dia anterior. E pior: havia sido repassada, em primeira mão e com exclusividade, a um jornal das organizações Globo. Enquanto isso, a categoria em peso esperava um posicionamento diferente: indicativo de rejeição e construção de um calendário conjunto de greve.

      Para complicar ainda mais a situação, a FUPetrobrás não tem chances nem mesmo de se defender afirmando que foi má fé do jornal ou erro infeliz do repórter, desculpas esfarrapadas mais prováveis. Afinal, temos certeza de que se fosse este o caso, a FUP não hesitaria em denunciar imediatamente tamanho ataque da imprensa de direita. Mas, pelo contrário, os governistas não soltaram uma nota, uma linha sequer sobre a reportagem do periódico global. E sabemos o porquê: simplesmente pelo fato de que, como já sabíamos, a última coisa que esse Conselho pode ser chamado é de Deliberativo. O CD dessa federação é uma grande farsa, mais um instrumento do jogo de cartas marcadas entre Petrobrás e FUP.

      Com mais esta traição, não é de se surpreender o fato de que, durante a inauguração da P-59, a presidente Dilma tenha se referido ao coordenador da FUPbrás como um “grande e velho amigo”. Como bom amigo, está fazendo um grande favor ao Governo, tentando tirar os petroleiros das lutas já iniciadas por outras categorias, como os eletricitários, servidores públicos e professores das universidades federais, que protagonizam ao lado dos estudantes uma greve histórica.

  6. PLR 2011/2012 – Proposta da Petrobras de 17/07/2012

    Caros, relativamente a proposta da Companhia de 17/07/2012, sem considerar os impactos da desvalorização pela inflação, só para se equiparar ao que foi pago no ano passado (2011), o valor proposto agora, em 2012, teria que ainda aumentar 10,24%. Pior, se considerarmos um avanço por mérito na “carreira”, veremos que a proposta da Companhia resulta no desconto do que se conquistou por mérito e na redução da remuneração anual da categoria.

    É assim que a Companhia demonstra o esforço máximo pelos empregados?

    Se os empregados igualarem seus esforços no mesmo patamar dos esforços máximos, como declarados pela Companhia e pelo Governo, nessa proposta, como ficarão os lucros e resultados futuros?

    A ilusão da carreira e da participação nos lucros se demonstra totalmente por essa proposta de PLR. Com uma cajadada só descontam os “avanços” de outro momento, e já impõem um retrocesso, uma diminuição na remuneração anual da categoria.

    Os Petroleiros saberão dar a resposta devida e sem entrar em armadilhas, arapucas, como as que, todas as negociações de PLR têm se dado nos últimos anos.

    Sugestão: Que a Companhia cumpra, ao menos, o limite de pagamento de 25% dos dividendos, como PLR, e institua um plano de carreira que honre a categoria, composto de: Salário mínimo regional + 10% das vendas da Companhia dividido pelo número de empregados (em semelhança ao plano de remuneração dos garçons).

    Abraço a todos !!!

  7. Em reunião, FNP define próximos passos da campanha de PLR
    http://sindipetrolp.tempsite.ws/site/?p=13195

    Um dos pontos discutidos sobre PLR foi o discurso da empresa de que por conta da queda nos lucros não será possível avançar no valor proposto. O critério, aparentemente técnico, é meramente político. Prova disso é o fato de que na PLR 2009, mesmo com queda de lucro (20%) e aumento no número de empregados (8%), a companhia destinou para a categoria o mesmo valor fechado no ano anterior. Coincidentemente, 2010 (ano de pagamento) teve eleições presidenciais, período em que – sem dúvidas – não era interessante à Dilma e ao Governo Federal endurecer as negociações.

    Diante disso, os dirigentes presentes voltaram a reafirmar a exigência por uma nova rodada de negociações. Caso a empresa insista em não negociar, os sindicatos irão convocar a categoria a realizar mobilizações para pressionar a companhia.

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