Balanço do Enterro de mais um esqueleto da FUP/RH – PLR Rebaixada 2011/2012

Os falsos avanços e falsas vitórias da FUP/RH

Os Petroleiros do Rio de Janeiro, São José dos Campos e de Alagoas/Sergipe, conforme suas consciências e apoiados pelos seus Sindicatos, em suas maiorias optaram por demonstrar solidariedade à Categoria, como um todo, com a Rejeição da proposta rebaixada de PLR (que toma do trabalhador parte de sua remuneração anual) bem como pela disposição de Coordenação Nacional com todos os Sindicatos e Federações que decidissem lutar contra a desconsideração, por parte da empresa, de todos os esforços e decorrentes Resultados e Lucros construídos, alcançados pela força dos trabalhadores.

Considerando, mesmo, um quadro nacional totalmente adverso a uma greve, temos e tivemos claras respostas quanto ao sentimento negativo que a indicação de aceitação, pelo cabresteado colegiado da FUP, gerou em TODA a base. Pior, em seguida, ficou claro a manipulação e isolamento de bases menores, mas composta de valorosos colegas, que foram levados a concluir que a maioria dos Sindicatos, dos trabalhadores, já estaria disposta a aceitar a rebaixada proposta, sem sequer se construir, pelos Sindicatos, uma Coordenação Nacional para a retomada da negociação, a real, em mesa única. Perceberam, depois, que a disposição de entubar a proposta rebaixada era, só, de alguns diretores dos sindicatos da FUP/RH.

As cenas do teatro FUP/RH, ficaram explícitas e vimos coisas como: a colocação de longos calendários de votação em bases em que a disposição para mobilização já era clara; a questão dos Informes FUP/RH quanto à aceitação e assinatura por algumas bases com o intuito de promover o derrotismo e o fatalismo das frases: “Se um assinou, acabou.”/ “Se um assinou, a Companhia não vai pagar diferente.”                           Tudo, para colocar na cabeça de cada empregado o sentimento de isolamento e impotência.

Ao contrário desse derrotismo, sabíamos que sempre houve e há espaço para a reversão do cenário devido à força dos trabalhadores. E, de fato, não existe pagar um valor para uma, e outro, para outra base!!! E, por isso mesmo, nos movimentos reivindicatórios de PLR, se parte da categoria lograsse êxito em suas reivindicações, mesmo depois que alguns Sindicatos tivessem assinado a proposta, o que aconteceria? A Companhia iria punir quem foi “obediente” ou igualar o direito? E os sindicatos, que “apressadamente” tivessem assinado, iriam lutar pela isonomia, ou não? Esse fato já ocorreu e a Companhia teve que rever o valor de adiantamento, o aumentando; e ajustou o valor dos sindicatos que já haviam assinado. Os empregados não perderam, tanto como agora, e a empresa, não deixou de ganhar. No momento, tanto os empregados como a empresa perderam, só alguns diretores sindicais e pelegos gerenciais ganharam. Trabalharam para derrotar toda a categoria em proveito próprio.

Agora, com sarcasmo, deboche vil, algumas hienas ainda vieram tentar atacar os sindicatos e os sindicalistas que apoiaram a rejeição da proposta e que tiveram o respaldo das suas bases, da categoria, da maioria dos trabalhadores. Desse modo, perante o fato de que a rejeição se deu em livres assembléias, não caberia aos Sindicatos desobedecerem aos trabalhadores. Caberia esperar a consolidação das votações nas principais bases industriais e de produção para, conjuntamente com a maioria, coordenar negociação em mesa única. A postura da maioria dos colegas de base, independente de sindicato e federação, naturalmente, é de solidariedade à melhoria dos direitos e condições de trabalho da categoria como um todo. E nossa ação como categoria não fugiu a isso no caso da PLR. E, venhamos e convenhamos, primeiro, caberia à empresa, em favor e respeito aos empregados, estabelecer calendário de negociação, em que, o prazo para as reuniões, propostas, debates da proposta e assembléias dos trabalhadores, negativas e contrapropostas, não fossem problema ou oferecessem qualquer tipo de prejuízo aos trabalhadores. Tentar criar alguma culpa contra os Sindicatos por esses obedecerem às suas bases, por reivindicar, é ato contrário à boa lógica.

Quadro de votações e assembléias:

Os petroleiros nunca aprovaram/aceitaram propostas rebaixadas. Nessa negociação, mais do que nunca, votaram pelo encerramento do processo reivindicatório e pela conclusão do processo administrativo que isso envolve: a assinatura de um documento que reflete o resultado do processo, e não a aceitação pura e de plena conformidade dos trabalhadores.

Portanto, a FUP/RH atrasou as assembléias nas bases industriais e de produção mais combativas e introduziu suas demais estratégias para enfraquecer a categoria. No entanto, frente a esse quadro, a categoria demonstrou enorme amadurecimento em sua atuação. Até quem se sentiu ludibriado em sua base, agora já entendeu todo o jogo.

A categoria se fortalece a cada derrota que FUP/RH comemora, entusiasticamente, nas salas fechadas do EDISE e nos conselhos deliberativos, verdadeiros castelos sindicais em que trabalhador não dá pitaco e “diretor” sindical nada dirige, só abaixa a cabeça e permite que passem a mão na bunda do petroleiro, tanto para lhe desmoralizar como para lhe tomar parte de sua remuneração. Conforme agora se deu, com uma PLR rebaixada, que não honrou os resultados e lucros que os trabalhadores entregaram para os acionistas e para o País. Pelo contrário, reduziram a remuneração da categoria.

A cada negociação, a FUP/RH, com esses artifícios, essas artimanhas burocráticas, tenta assassinar a disposição de organização e luta dos trabalhadores por dignidade.

Sindicatos e Federações que se prestam a esse papel não são nem sindicatos nem federações, são aparelhamento, pelegagem, peleguismo.

FUP/RH vem destruindo a organização e disposição dos trabalhadores os impedindo de se expressarem e se coordenarem como:

Forte Categoria Organizada Nacionalmente!!!!

Abraço a todos !!!!

A resposta da FUP/RH -> Clique aqui para ler seus argumentos, avaliar e se posicionar

Uma Avaliação de Base -> Nota de repudio à FUP e Sindipetro-NF.

Outros textos:

A velha estratégia da FUP/RH vai começar a entrar em ação . . .

REJEITAR A PROPOSTA PROVOCADORA E CONSTRUIR A GREVE NACIONAL

PLR 2011/2012 – Tudo ilusão: a “Carreira”, o “Avanço” de nível e promoção e o PAC dos novos em 2011

Disputas fundamentais:

Pela reintegração de Ana Paula na TRANSPETRO

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Exemplos de Luta e Vitória:

Justiça condena Petrobrás por punição política de Gilvani Alves, diretora do Sindipetro AL/SE

Ex-cosipano consegue indenização milionária pelos dandos sofridos

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2 respostas para Balanço do Enterro de mais um esqueleto da FUP/RH – PLR Rebaixada 2011/2012

  1. “O PT patrão não aprendeu com sua própria história”
    http://www.viomundo.com.br/politica/cesar-augusto-brod-o-pt-patrao-nao-aprendeu-com-sua-propria-historia.html
    http://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=noticias&id=1314

    O Coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento, César Augusto de Azambuja Brod, se negou a cumprir orientações do governo de cortar o ponto de funcionários em greve e pediu exoneração do cargo na semana passada. Em carta divulgada pelas redes sociais, que também está no site do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep-DF), Brod alega que não cumpriria uma determinação que feria seus princípios.

    Conforme Brod, “o PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. O PT patrão apenas aprimora as táticas de pressão psicológica e negociação questionável daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua.” Em sua carta, ele diz ainda que “como coordenador, jamais cortarei o ponto daqueles que trabalham comigo e estão em greve. Independente da greve, eles cumpriram seus compromissos civis sempre que necessário”. (Leia abaixo, no anexo 1, a íntegra da carta divulgada por César Brod)

    A postura assumida pelo ex-coordenador de Inovação Tecnológica recebeu apoio maciço dos servidores vinculados ao setor ao qual ele chefiava. Em nota, os funcionários manifestaram solidariedade através de “carta aberta”. Em um dos trechos eles se referem às determinações governamentais:

    “A determinação do governo no corte do ponto dos grevistas agride em sua essência a crença na liberdade de manifestação das pessoas e no direito do trabalhador de reivindicar melhorias em suas condições de trabalho e os consequentes resultados entregues à sociedade por meio dos atos dos servidores públicos federais”. (Leia abaixo, no anexo 2, a íntegra da ‘carta aberta’)

    Foi ressaltado na carta também o fato de que a orientação superior para que seja feito a lista dos grevistas e procedido o desconto no salário contraria decisão do Poder Judiciário, ferindo liminar concedida por juiz da 17ª Vara da Seção Judiciária do DF e mantida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região.

    Texto: Fritz R. Nunes com informações do Sindsep-DF
    Foto: iti.gov.br
    Assessoria de Imprensa da SEDUFSM

  2. Pingback: Petrobras dá uma freada de arrumação, mas tem Resultados Espetaculares e concede Descontos Bilionários!!! (Resultado 2° Tri 2012) | Blog do Petroleiro 2020

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